O preço do petróleo bruto brasileiro vendido à Madeira chegou a US$ 0,79 por quilo, 37,5% acima do recorde de agosto de 2024. Veja o painel completo com dados oficia
O petróleo bruto exportado pelo Brasil para a ilha da Madeira, em Portugal, rompeu seu teto histórico de preço no acumulado de 2026. O quilo saiu a US$ 0,79, patamar 37,5% acima do recorde anterior, batido em agosto de 2024, quando o preço havia marcado US$ 0,57 por quilo.
O recorde antigo resistiu quase dois anos. Entre agosto de 2024 e o início de 2026, o preço por quilo nessa rota oscilou sem repetir o pico, até que os embarques do primeiro semestre de 2026 empurraram o valor pra um novo teto. A diferença de 37,5% entre os dois recordes é grande demais pra ser ruído de um mês isolado — sugere um patamar de preço internacional mais alto sustentado ao longo do acumulado do ano, não um pico passageiro.
Preço de petróleo bruto por quilo segue de perto o barril Brent, com ajuste pra frete e seguro. Alta sustentada no mercado internacional, cortes de oferta da OPEP+ (organização dos países exportadores de petróleo) ou tensão em rotas de fornecimento pressionam o valor pago por quem compra o produto brasileiro. A Madeira funciona como ponto de reexportação e abastecimento de navios no Atlântico — não refina volume relevante pra consumo próprio —, então o preço pago ali tende a acompanhar de perto o mercado internacional, sem o desconto que aparece às vezes em contratos de longo prazo com grandes refinarias.
Como mostramos em Índia salta 12 posições e vira 2º no petróleo bruto do Brasil, a demanda por petróleo bruto brasileiro vem se espalhando entre destinos cada vez mais distintos. A Madeira é pequena em volume perto da Índia ou da China, mas o preço recorde mostra que o mercado trata o barril brasileiro como referência de qualidade, não como commodity vendida com desconto.
Não há dado autorizado pra cravar se o preço segue subindo ou recua nos próximos meses. O que vale monitorar são os sinais que historicamente antecedem uma reversão: decisão da OPEP+ sobre cotas de produção, estoques semanais reportados pela EIA (Energy Information Administration, agência de estatística de energia dos EUA) e o próprio ritmo de compra da Madeira. Se o volume embarcado cresce junto com o preço, o comprador está absorvendo o custo mais alto; se cai, é sinal de resistência à nova faixa.
Farelo de soja à Alemanha vira a chave no fim de 2025
AceleraçãoImportação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026
AutomotivoMarrocos já fornece a metade do fertilizante fosfatado do Brasil
QuímicaTrigo argentino ao Brasil despenca no começo de 2026
AgronegócioSuco de frutas do Brasil pra Bélgica ganha tração no 1º semestre
Aceleração