Exportações de enzimas ao Paraguai somam US$ 5,0 mi no acumulado de jan–mai de 2026, alta de 28,3% em valor e de 16,3% em volume sobre 2025.
As exportações brasileiras de enzimas ao Paraguai somaram US$ 5,0 mi FOB entre janeiro e maio de 2026 — alta de 28,3% em valor sobre os mesmos cinco meses de 2025, quando o total ficou em US$ 3,9 mi. Em volume, foram 568.700 kg embarcados, contra 488.800 kg no período anterior: crescimento de 16,3%.
A divergência entre +16,3% em peso e +28,3% em dólares não é trivial. Significa que o preço médio por quilo embarcado aumentou na comparação — sinal de que o mix de produto se deslocou para formulações mais sofisticadas ou de maior valor agregado, ou que o câmbio BRL/USD favoreceu a recomposição de margens pelo exportador. A taxa de câmbio PTAX, que operou com real mais fraco no início de 2026, torna a exportação em dólar mais rentável e pode ter aberto espaço para reajuste de preço.
O volume atual também está 17,4% acima da mediana histórica do mesmo período em anos anteriores — o que indica que este não é um movimento circunstancial. Algumas hipóteses plausíveis:
O Brasil é um exportador relevante de enzimas industriais para o bloco sul-americano, especialmente para destinos do Mercosul como Argentina, Paraguai e Uruguai. O setor conta com plantas industriais instaladas principalmente no interior de São Paulo e em Minas Gerais, atendendo à demanda de setores como alimentos, ração, papel e celulose. A integração produtiva regional, facilitada pelo TEC (Tarifa Externa Comum) do Mercosul, favorece o fluxo intra-bloco.
O volume embarcado entre janeiro e maio de 2026 supera não apenas o período equivalente de 2025, mas também a média histórica sazonal, o que sugere demanda firme além do crescimento tendencial. Dados do MDIC ComexStat confirmam a aceleração no período.
Com crescimento em valor quase 12 pontos percentuais acima do crescimento em volume, o preço médio por quilo embarcado subiu cerca de 10% na comparação. Esse tipo de movimento tipicamente ocorre quando: (a) o exportador consegue repassar custos de produção; (b) o mix muda para produtos de maior valor; ou (c) o câmbio favorável amplia a margem sem necessidade de ceder preço em moeda local. Neste caso, os três fatores podem estar atuando simultaneamente.
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