O parceiro norte-americano consolida um ciclo de alta de três anos, absorvendo volumes crescentes da produção brasileira e se tornando um destino chave.
As exportações brasileiras de pastas químicas de madeira para o Canadá registraram um crescimento composto de 685% entre 2023 e 2025, consolidando uma das tendências de alta mais robustas para o setor. O valor total embarcado saltou de US$ 4,1 milhões para US$ 32,2 milhões no período, um movimento que sinaliza não apenas um aumento de apetite, mas a consolidação de uma nova rota estratégica para a celulose nacional. Para o exportador brasileiro, a ascensão do Canadá como cliente relevante representa uma diversificação bem-vinda e uma prova da competitividade do produto no exigente mercado norte-americano.
A análise dos dados anuais revela uma aceleração notável. O ponto de partida, em 2023, foi de US$ 4,1 milhões. Já em 2024, o mercado mais do que dobrou, atingindo US$ 10,8 milhões — uma expansão de 164% em apenas doze meses.
O verdadeiro salto, no entanto, ocorreu no ano seguinte. Em 2025, as vendas quase triplicaram novamente, alcançando US$ 32,2 milhões, o que representa um crescimento de 197% sobre um 2024 que já havia sido forte. Essa escalada consecutiva, com taxas de crescimento crescentes, caracteriza um ciclo de demanda firme e duradoura, e não um pico isolado.
Este avanço não é fortuito. Ele se apoia em fatores estruturais que favorecem a produção brasileira. A alta produtividade das florestas de eucalipto, aliada a um ciclo de colheita mais curto em comparação com concorrentes do hemisfério norte, confere ao Brasil uma vantagem de custo e escala inegável.
A demanda global por pastas químicas de madeira — matéria-prima essencial para papel, embalagens, tecidos de viscose e outros bioprodutos — permanece aquecida. Nesse cenário, o Canadá, um grande produtor mas também um centro de processamento e consumo, parece estar diversificando seus fornecedores. A qualidade e a consistência da celulose brasileira se tornam, assim, fatores decisivos para a escolha do país como parceiro comercial estratégico.
Um câmbio favorável aos exportadores brasileiros no período também pode ter contribuído para tornar o produto nacional ainda mais competitivo no mercado internacional, facilitando a penetração em mercados maduros como o canadense.
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