Com um salto de 603%, o mercado saudita se consolida como um destino de alta tração para o zinco bruto nacional, impulsionado pela demanda industrial.
As exportações brasileiras de zinco em formas brutas para a Arábia Saudita dispararam 603% entre 2023 e 2025, um movimento que sinaliza a abertura de um novo e relevante corredor comercial para os metais básicos do Brasil. O fluxo, que partiu de um patamar modesto, escalou de forma consistente, transformando o parceiro do Oriente Médio em um mercado estratégico para produtores nacionais. Analisamos na Redação Kyrodata a trajetória que levou a este resultado e o que ele significa para a cadeia produtiva.
O crescimento não foi apenas expressivo, mas também acelerado. Em 2023, o Brasil exportou o equivalente a US$ 808 mil em zinco em formas brutas para a Arábia Saudita. O ano seguinte, 2024, já demonstrou um aquecimento da relação comercial, com as vendas crescendo 70,3% e alcançando US$ 1,38 milhão.
Contudo, foi em 2025 que a demanda explodiu. O valor exportado saltou para US$ 5,68 milhões, uma impressionante alta de 313% sobre o ano anterior. Essa aceleração vertiginosa em um único ano demonstra que a demanda saudita não é pontual, mas sim reflexo de uma necessidade estrutural crescente, consolidando uma tendência de alta durável para o produto brasileiro na região.
O avanço do zinco brasileiro no mercado saudita não é um caso isolado. Ele se insere em um contexto macroeconômico de diversificação e industrialização no Oriente Médio, especialmente alinhado a programas como o "Saudi Vision 2030". Este plano ambicioso envolve megaprojetos de construção civil e infraestrutura, setores onde o zinco é um insumo fundamental, principalmente na galvanização de aço para proteção contra corrosão.
Para o Brasil, o movimento representa uma oportunidade de diversificar seus parceiros comerciais para além dos destinos tradicionais na Ásia e Europa. A competitividade do produto nacional, aliada à capacidade de fornecimento consistente, posiciona o país como um fornecedor confiável para suprir essa nova fronteira de demanda. O câmbio favorável para exportações em certos períodos da janela analisada também pode ter contribuído para a atratividade do zinco brasileiro.
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