A Suíça saltou do 2º pro 1º lugar entre os fornecedores de café ao Brasil no acumulado de 2026, com fatia de 55,8%. Veja o painel completo com dados oficiais do MDIC
A Suíça assumiu a liderança nas importações brasileiras de café no acumulado de 2026, superando o parceiro que ocupava o topo do ranking no mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho, o país saltou da segunda pra primeira posição, com a fatia de mercado quase dobrando em relação a 2025.
No mesmo período de 2025, a Suíça respondia por 29,0% das compras brasileiras do produto, atrás de outro fornecedor no topo. Neste ano, a fatia saltou para 55,8%, e o valor embarcado passou de US$ 19,9 milhões para US$ 28,9 milhões — alta de 45,4%. O salto de posição levou a Suíça ao 1º do ranking de fornecedores, um patamar que ela não ocupava há pelo menos um ano.
Parte do movimento reflete a forma como o comércio de café passa por centros de recomercialização europeus antes de chegar a torrefadoras menores no Brasil — a Suíça funciona como polo de trading e blend pra parte do volume que hoje é contabilizado como origem suíça, mesmo sem produção cafeeira própria relevante.
Pra torrefadoras e importadores brasileiros que dependem desse canal, a concentração maior num único fornecedor reduz a diversificação de origem. Um atraso logístico na Europa ou uma mudança cambial abrupta agora pesa mais no abastecimento do que pesava há um ano, quando as compras estavam divididas de forma mais equilibrada entre dois parceiros.
Do lado da relação comercial, ocupar mais da metade da fatia de importação brasileira do produto é uma posição que poucos parceiros conquistam num intervalo tão curto. Isso também sinaliza que contratos de longo prazo negociados com fornecedores suíços de trading ganharam peso relativo dentro da cesta de compras do Brasil.
Vale acompanhar se a Suíça mantém ritmo parecido no segundo semestre ou se a concentração recua conforme os fornecedores que perderam espaço reagem com preço. Fatores a monitorar nos próximos meses: o estoque de café torrado disponível nos centros europeus de recomercialização, o custo do frete marítimo transatlântico e o comportamento do real frente ao franco suíço e ao dólar.
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