KyrodataKyrodata
PainelNotíciasPlanos

Pronto para começar?

Crie sua conta em um minuto, ou fale com a gente para desenhar um pacote sob medida para a sua empresa.

Falar com vendas

Veja o que você vai pagar

Preço fechado por assinatura, sem taxa escondida e sem fidelidade.

Ver preços

Veja o painel funcionando

Importação e exportação no dado real, com filtro e gráfico, em dois minutos.

Abrir o painel

Acompanhe o mercado

  • Painel
  • Notícias
  • Redação
  • Exportações
  • Importações
  • Mercados

A gente te ajuda

  • Planos
  • Sobre
  • SAC
  • Falar com vendas
  • Desenvolvedores
  • Status
  • Confiança
  • Termos
  • Privacidade
  • Reembolso
© 2026 Kyrodata. Todos os direitos reservados.
Kyrodata · CNPJ 66.455.947/0001-03
Rua Professor Ciridião Buarque, 75 — Vila Anglo Brasileira, São Paulo/SP, CEP 05028-000 · [email protected]
  1. Agronegócio

Milho ao Iraque: exportações mais de 5 vezes acima da média histórica

No fechamento de 2025, o Brasil exportou 802 mil toneladas de milho ao Iraque, volume que supera em mais de 500 vezes a média histórica do corredor.

Por··4min·Atualizado em
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Em 2025, o Brasil exportou 802.470 toneladas de milho ao Iraque — mais de 500 vezes a média histórica do corredor
  • •Média plurianual anterior era de 143.101 toneladas, tornando o salto de 2025 um dos mais abruptos da série
  • •Câmbio favorável (PTAX acima de R$ 5,80/USD) e instabilidade do fornecimento ucraniano podem ter impulsionado a demanda iraquiana por milho brasileiro
  • •O Iraque importa cerca de 3 milhões de toneladas de milho/ano para rações de frango — demanda crescente com expansão da avicultura local
  • •Corredor Brasil-Iraque ainda sem dados YTD 2026, mas volume de 2025 equivale a dezenas de navios graneleiros

O Iraque raramente aparece nos relatórios de milho brasileiro. Em 2025, mudou isso com força: o Brasil embarcou 802.470 toneladas de milho para o país, um volume que supera em mais de 500 vezes a média plurianual de 143 mil toneladas registrada pelo MDIC ComexStat.

Volume vs média histórica
Volume vs média históricaVolume do período atual em 802.470.190 kg contra média histórica de 143.101.173 kg.143,10ktMédia histórica802,47ktPeríodo atual

Para ter noção de escala: essa quantidade equivale, grosso modo, a toda a capacidade de armazenagem estática do porto de Paranaguá por mais de dois ciclos completos de carga.

O que pode explicar

O milho brasileiro tem competitividade de preço quando o real está depreciado — e 2025 foi um ano de câmbio favorável ao exportador, com o BACEN registrando PTAX média acima de R$ 5,80 por dólar durante boa parte do ano. Isso torna o grão nacional mais atrativo que o americano ou o ucraniano em termos de custo FOB.

Leia também

  • Milho brasileiro à Argélia dispara nos primeiros meses de 2026

    Milho brasileiro à Argélia dispara nos primeiros meses de 2026

  • Malásia absorve 12% do milho brasileiro no acumulado

    Malásia absorve 12% do milho brasileiro no acumulado

O Iraque importa cerca de 3 milhões de toneladas de milho por ano, segundo estimativas setoriais, principalmente para rações de frango. A avicultura iraquiana cresceu com investimentos governamentais pós-2020, aumentando a demanda por grãos forrageiros. É possível que o Brasil tenha aproveitado janelas logísticas abertas por instabilidades no fornecimento ucraniano — ainda afetado pelo conflito em andamento — para preencher parte dessa demanda.

Outra hipótese: a abertura de rotas de navegação sazonais pelo Mediterrâneo pode ter viabilizado embarques que antes eram logisticamente caros para o corredor Brasil-Golfo Pérsico.

O pano de fundo

O Brasil é o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos Estados Unidos, e compete diretamente com Argentina na América do Sul. A safra 2024/25 brasileira foi uma das maiores da série histórica, gerando excedente exportável relevante. Com China e Irã comprando menos milho americano em razão de tarifas e tensões bilaterais, países do Oriente Médio voltaram a olhar para o Brasil como alternativa.

O Iraque não costumava figurar entre os dez maiores destinos do milho brasileiro. A chegada com essa magnitude em 2025 sugere negociação de contratos de médio prazo — possivelmente via tradings que operaram o corredor aproveitando diferencial de preço.

Onde isso se encaixa

Milho é um dos maiores itens da pauta exportadora brasileira, ao lado de soja e farelo. O corredor com o Iraque é novo — e volumes desse tamanho, quando sustentados por ao menos dois embarques consecutivos, tendem a se firmar em acordos de suprimento mais longos.

O MAPA e associações como a ABRAMILHO ainda não publicaram projeções específicas para o corredor iraquiano para 2026. Mas o tamanho do salto de 2025 não é facilmente explicado por um carregamento único: 802 mil toneladas equivalem a dezenas de navios graneleiros.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Exportação BRSH4 1005 · Milho
Abrir no painel

Compartilhe este artigo

微QQ

Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 1005 (2025)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 1005 (2025)

Tópicos

AgronegócioAnomaliaExportaçõesIraque
Início
Notícias
Redação Kyrodata
Milho brasileiro ao Vietnã salta quase 5 vezes em 2026

Milho brasileiro ao Vietnã salta quase 5 vezes em 2026

Implicações pra você
Pra exportadores
  • Mapear a janela de contratação do Iraque para o segundo semestre de 2026, antes que Argentina ou EUA fechem acordos de fornecimento de prazo mais longo. O corredor pode ser defendido com preços competitivos e logística via Suape ou Itaqui para rotas ao Golfo Pérsico.
Pra importadores
  • O volume embarcado em 2025 já está fora do mercado — mas a abertura do corredor sinaliza que o Brasil tende a ser fornecedor crescente da região. Monitorar o CBOT nos próximos 30 dias pra avaliar se o diferencial de preço Brasil-EUA ainda sustenta negociações para embarques no 3º trimestre de 2026.