O ritmo mensal de compra de cobre chileno saltou de -53,8% pra +156% em janeiro de 2026, uma aceleração de 209,8 pontos. Painel completo no Kyrodata.
O ritmo de importação de cobre afinado do Chile virou de ponta a ponta em janeiro de 2026: depois de um mês a mês negativo de -53,8%, o Brasil acelerou pra +156%, uma virada de 209,8 pontos percentuais. É a segunda derivada que importa aqui — não o nível, mas quão rápido a curva está se inclinando.
Dezembro fechou fraco, com o ritmo mensal de compras encolhendo mais da metade. Janeiro reverteu com força total, mais que dobrando o volume importado do Chile na comparação mensal. O salto de 209,8 pontos percentuais entre um mês negativo e outro fortemente positivo é grande o bastante pra chamar atenção — mas o ponto de partida negativo pesa na leitura.
Quando o mês anterior já estava em território de queda, qualquer recuperação parece dramática em termos percentuais. Isso não invalida o movimento, mas pede cautela antes de tratar como mudança de tendência permanente.
O Chile é o maior fornecedor mundial de cobre refinado, e o Brasil historicamente depende da mina e da refinaria chilenas pra abastecer sua indústria de fios, cabos e componentes elétricos. Uma reposição de estoque após um mês fraco é a explicação mais direta: compradores brasileiros que seguraram compras em dezembro podem ter voltado ao mercado em janeiro pra recompor volume represado.
Também vale considerar o câmbio como pano de fundo. Movimentos do real frente ao dólar no início do ano costumam mexer no timing de contratação de matéria-prima importada — um real mais favorável em janeiro pode ter acelerado pedidos que estavam represados.
O teste real vem nos próximos meses: se fevereiro e março mantiverem o ritmo acima de zero, a leitura muda de repique pra tendência. Se a taxa recuar de novo pra território negativo, fica confirmado que janeiro foi apenas reposição pontual de estoque.
Fonte: MDIC ComexStat.
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