KyrodataKyrodata
PainelNotíciasPlanos

Pronto para começar?

Crie sua conta em um minuto, ou fale com a gente para desenhar um pacote sob medida para a sua empresa.

Falar com vendas

Veja o que você vai pagar

Preço fechado por assinatura, sem taxa escondida e sem fidelidade.

Ver preços

Veja o painel funcionando

Importação e exportação no dado real, com filtro e gráfico, em dois minutos.

Abrir o painel

Acompanhe o mercado

  • Painel
  • Notícias
  • Redação
  • Exportações
  • Importações
  • Mercados

A gente te ajuda

  • Planos
  • Sobre
  • SAC
  • Falar com vendas
  • Desenvolvedores
  • Status
  • Confiança
  • Termos
  • Privacidade
  • Reembolso
© 2026 Kyrodata. Todos os direitos reservados.
Kyrodata · CNPJ 66.455.947/0001-03
Rua Professor Ciridião Buarque, 75 — Vila Anglo Brasileira, São Paulo/SP, CEP 05028-000 · [email protected]
  1. Agronegócio

Café brasileiro pra Espanha cai 25% após o evento tarifário

O valor exportado de café para a Espanha foi de US$ 38,9 mi para US$ 29,1 mi depois do evento de junho de 2025, queda de 25,2%, mesmo com a esperada substituição.

Por··3min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Data do evento: 1º de junho de 2025
  • •Valor antes do evento: US$ 38,9 mi
  • •Valor depois do evento: US$ 29,1 mi
  • •Variação: -25,2%, contra a substituição esperada

O café brasileiro vendido à Espanha rendeu um valor menor depois do evento tarifário de junho de 2025, contra um valor maior antes dele. A queda é de 25,2% no valor exportado. O mais curioso: o evento registrado na base descreve a Espanha como compradora em alta, de olho no espaço deixado pelo mercado americano depois da tarifa. > [!KEY] O movimento que se esperava, mais café brasileiro na Espanha, não apareceu no valor embarcado.

O evento em foco

O registro interno da Kyrodata data o evento em 1º de junho de 2025 e o descreve assim: a Espanha aumenta a importação de café brasileiro, em substituição ao mercado dos Estados Unidos depois da tarifa americana. Trata-se de uma leitura de mercado, não de uma medida espanhola específica. Os dados não trazem um ato regulatório próprio da Espanha. A lógica é conhecida. Quando um grande comprador encarece a entrada de um produto, o exportador procura outro destino para escoar a carga. A Europa, com consumo firme e torrefação madura, é o candidato natural para o café brasileiro.

Antes e depois da medida

Os números contam outra história. O valor FOB (valor da mercadoria no embarque, sem frete e seguro) de café exportado para a Espanha era de um valor expressivo no período anterior ao evento. No período seguinte, ficou em um valor significativamente menor. São uma quantia substancial a menos. A comparação cobre janelas definidas pela data do evento, e os dados não informam o preço nem o volume por trás do valor. Por isso, a queda pode vir de menos café embarcado, de preço médio mais baixo ou das duas coisas. Sem essa abertura, o que se pode afirmar é que o dinheiro que entrou foi menor.

Por que a substituição não apareceu

Há hipóteses, todas coerentes com o padrão do setor e nenhuma confirmada pelos dados.

Leia também

  • Café brasileiro pra Inglaterra muda de marcha em 2026

    Café brasileiro pra Inglaterra muda de marcha em 2026

  • Café brasileiro aos EUA cai de patamar nos primeiros meses de 2026

    Café brasileiro aos EUA cai de patamar nos primeiros meses de 2026

  • Suíça assume a liderança do café importado pelo Brasil

    Suíça assume a liderança do café importado pelo Brasil

A primeira é o fôlego de oferta: o café brasileiro tem safra e entressafra bem marcadas, e o ritmo de embarque segue o calendário da colheita, não só a vontade do comprador. A segunda é a competição de outras origens na Europa, que dividem o mercado espanhol com o Brasil. A terceira é o câmbio, que muda o preço em dólar que o exportador aceita. A Espanha é só um dos destinos europeus em disputa, e o dado de um país isolado não decide a rota de um produto que o Brasil vende a dezenas de mercados. O que decide é o conjunto: quanto vai para cada comprador e a que preço.

O que monitorar daqui

O cenário pós-evento ainda está em aberto. No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o fluxo ainda não confirma que a Espanha virou uma saída relevante para o café que deixou de ir aos Estados Unidos.

Três pontos merecem acompanhamento: o valor mensal embarcado para a Espanha nos próximos trimestres, o peso exportado (para separar volume de preço) e a participação do café brasileiro nas compras espanholas. O painel de exportações de café permite conferir o histórico mês a mês.

Implicações pra você
Pra exportadores
  • não contar com a Espanha como válvula automática para volume desviado dos Estados Unidos; testar contratos menores e medir preço por quilo antes de redirecionar carga.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Exportação BRSH4 0901 · Café, mesmo torrado ou descafeinado; cascas e películas de café; sucedâneos do café contendo café em qualquer proporção
Abrir no painel

Compartilhe este artigo

微QQ

Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 0901 (2026)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 0901 (2026)
  • ·IBGE — Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (2026)
  • ·UNICA — Observatório da Cana (2026)

Tópicos

AgronegócioExportaçõesEspanhaImpacto tarifário
Início
Notícias
Redação Kyrodata
  • separar o relatório de vendas para a Espanha em valor e em peso, para saber se a queda de 25,2% é de preço ou de quantidade.
  • Pra importadores
    • com o valor embarcado menor, há espaço para negociar prazos e lotes com fornecedores brasileiros; vale pedir proposta com entrega escalonada ao longo do segundo semestre. Antes: um valor maior. Depois: um valor menor. A substituição ainda está no papel. Fonte: MDIC ComexStat