A onda de cosméticos sul-coreanos vai além do skincare. As importações de xampus e condicionadores do país asiático cresceram de forma consistente.
A importação brasileira de preparações capilares da Coreia do Sul saltou 519% entre 2023 e 2025, uma trajetória que levou o valor de US$ 1,2 milhão para quase US$ 7,7 milhões em apenas dois anos. O movimento não é um ponto fora da curva, mas a consolidação de uma tendência que coloca os produtos asiáticos em uma nova posição no mercado de beleza nacional, desafiando fornecedores tradicionais e a indústria local.
O avanço foi rápido e consistente. Em 2023, o Brasil importou o equivalente a US$ 1,24 milhão em preparações capilares da Coreia do Sul. Este já era um número relevante, mas serviu apenas como base para uma aceleração mais forte. No ano seguinte, em 2024, as compras mais que dobraram, avançando 153% e atingindo a marca de US$ 3,14 milhões.
A tendência se provou durável em 2025. Longe de uma acomodação, o mercado brasileiro absorveu um volume ainda maior de produtos, registrando um novo crescimento de 144% em relação ao ano anterior. O resultado final foi um total de US$ 7,68 milhões importados, consolidando um ciclo de alta de três anos consecutivos com taxas de crescimento de três dígitos.
O motor por trás dessa expansão é a força do fenômeno global conhecido como "K-beauty". Inicialmente concentrado em produtos para a pele (skincare), a reputação de inovação, tecnologia e ingredientes de alta qualidade dos cosméticos sul-coreanos migrou para outras categorias, incluindo a de cuidados com os cabelos. Importadores brasileiros, atentos à demanda do consumidor por novidades e formulações sofisticadas, ampliaram seus catálogos.
Fatores como embalagens atraentes e um forte marketing de influência nas redes sociais também sustentam o movimento. Marcas coreanas se tornaram sinônimo de tendência, criando um ciclo de desejo que se reflete diretamente nos números de importação. Para o distribuidor brasileiro, a aposta em produtos da Coreia do Sul passou a ser uma estratégia de diferenciação em um mercado competitivo, oferecendo ao consumidor final uma alternativa aos produtos europeus, americanos e nacionais.
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